terça-feira, 9 de abril de 2013

Vereador de Quixeramobim chama operação que apreendeu documentos de “circo do Promotor”


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A maior indagação do vereador é devido à licitação de locação de transportes escolares. Ele tem veículos.

Três vereadores da base governamental do município de Quixeramobim, no Sertão Central cearense, revolveram romper o silêncio sobre as operações das Policias Federal e Civil, em conjunto com o Ministério Público. Os legisladores municipais, saíram em defesa dos antigos e atuais gestores, classificando o ato como, um "circo do promotor", com cenas cinematográficas.
O assunto na Casa Legislativa Municipal era sobre as medidas de combate à seca, até quando o vereador da oposição, Rômulo Filho, o qual tem como pai, o candidato derrotado nas eleições passada, Rômulo Coelho, lembrou sobre o caso, “eu sou vou falar quando tiver acesso aos autos, mas fica o alerta que, o Ministério Público, só age quando há provas concretas”, ao mencionar sobre o assunto, dois vereadores não mediram as palavras, em defesa de seus colegas.
O líder do prefeito Círilo Pimenta, na Câmara Municipal, o vereador Antônio François Saldanha da Silva, lamentou, que a Polícia Civil disponibilizou tantos delegados e policiais, enquanto falta em outras cidades, para atender a população. Para ele, houve constrangimento à pessoas de bens da cidade.
Para François Saldanha, “a população não aplaudiu essa operação, ao contrário, os milhares de votos que o prefeito Cirilo recebeu, estão solidários”, acrescentou ainda que, o município está prejudicado, devido os policiais terem apreendido equipamentos para a manutenção da prefeitura como, licitações, que estavam para ser executadas, como, por exemplo, para compra de medicamentos.
O vice-presidente da Câmara, Everardo André de Sousa Júnior, ao ter uma parte concedida, concorda com o colega, “Quixeramobim não está acostumado a ver o seu nome em páginas policiais. Não vamos permitir que manchem o nome daqueles que tanto já fizeram para o nosso povo”, ele se referia ao nome do ex-prefeito Edmilson Júnior, que está sendo investigado pela Polícia Federal, na Operação Cactus, e na operação “Quixeramobim Limpo”, pelo Ministério Público do Estado do Ceará e a Polícia Civil.
Nessa operação, o objetivo é investigar supostas fraudes em licitações do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS. Em Quixeramobim, policiais federais realizaram, no dia 21 de março, busca e apreensão de documentos, na Prefeitura Municipal.
Conforme o MP, o objetivo da operação “Quixeramobim Limpo” é apurar fraudes licitatórias, da ordem de R$ 7 milhões, supostamente praticadas por uma suposta quadrilha infiltrada na gestão municipal. A justiça local determinou, na época, o afastamento de sete (7) gestores públicos (secretários de Saúde, Educação, assessor jurídico do gabinete do prefeito e presidentes de autarquias municipais). Além disso, eles expediram 20 mandados de busca e apreensão, que incluem a sede da Prefeitura de Quixeramobim.
Também, quem saiu em defesa do seu grupo político, foi o vereador José Helan Sebastião Nobre, este, por sua vez, abriu o verbo contra as operações policiais e disse: “essa operação do Promotor causou um circo” e acrescentou: "esse circo do promotor prejudica o município". Na sua visão, “Quixeramobim é destaque na região porque tem bons políticos”. A maior indagação de José Helan é devido à licitação que estava preste a ser realizada e, curiosamente, já teriam os vencedores, entre eles, o próprio vereador que tem veículos locados para o transporte escolar.
No caso do François, a defesa não é à toa, a sua esposa é a Secretária de Administração e Finanças, Ana Claudia Felício Pimenta Saldanha.
Para o vereador da oposição, Paulo Ferreira (PT), a operação não foi um circo, como o colega classificou, mas “uma cominação de atos”.
A reportagem do portal Revista Central, tentou, durante toda a semana, uma entrevista com o Promotor de Justiça responsável pela operação “Quixeramobim Limpo”, para que ele tivesse conhecimento e pudesse expor a sua opinião, mas não foi obtido êxito.

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