sábado, 20 de abril de 2019

31 pessoas morreram por afogamento no Ceará em 2019



Dados consolidados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) mostram que 31 pessoas morreram vítima de afogamento em rios e açudes do Estado, nos primeiros três meses de 2019. O percentual é 300% maior que o mesmo período do ano anterior.

O caso mais recente foi registrado no rio Maranguapinho, em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Um pescador de 65 anos se afogou no local, no fim da tarde da última segunda-feira, 15.

Durante esta quinta, equipes dos Bombeiros realizaram buscas na região, com auxílio de drones, na tentativa de encontrar o idoso. Além disso, foi necessário a utilização de uma retroescavadeira, para retirada do excesso de vegetação aquática no local.

Ainda na segunda, o corpo de uma pessoa foi encontrada em São Gonçalo do Amarante, a 63,6 quilômetros de Fortaleza, conforme noticiou a Rádio O POVO CBN. No mês anterior, foi registrado, no mesmo Município, a morte de Manoel Gomes de Oliveira, de 80 anos, após afogamento na barragem Siupé.

Já em 25 de fevereiro, duas mulheres morreram afogadas após salvarem duas crianças. O ocorrido foi no bairro Sítios Novos, em Caucaia, na RMF. Em janeiro, um homem foi vítima de afogamento em lagoa no Conjunto Ceará.

Para evitar novos casos, o Corpo de Bombeiros ressaltou os principais cuidados na hora de tomar banho em rios e açudes.

Confira:

- Jamais tente entrar na água se não tiver o hábito de nadar ou caso tenha ingerido bebida alcoólica;

- Mesmo que você atenda as condições acima, o ideal é só entrar na água onde existam guarda-vidas por perto;

- Nunca tente atravessar a nado rios e açudes. A baixa flutuabilidade da água doce torna a tarefa exaustiva até para nadadores frequentes.

- Crianças jamais devem tomar banho desacompanhadas de um adulto habilitado a nadar.

*As dicas foram repassadas pela assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros.

Fonte: O Povo

Reformas no Museu do Ceará começam em maio e têm previsão para durar 120 dias

A figura lendária do Bode Iô Iô, artefatos indígenas e peças do vestuário de Padre Cícero, que estão abrigados no Museu do Ceará, serão resguardados do olhar de visitantes, uma vez que o equipamento passará por reformas. Com a medida, estarão fechadas as exposições e demais programações do museu. Por meio de nota, a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult) informou que as visitas ao espaço estão suspensas, devido às obras que terão início no mês de maio. A previsão é que os reparos sejam concluídos em até 120 dias após o início da reforma.

Ao O POVO online, a diretora do equipamento, Carla Vieira, explicou que o encerramento prévio das visitações se deu em razão da necessidade de remanejar os artefatos. “Por tratar-se de um museu e, como é sabido, abrigar um acervo de inestimável valor cultural, é necessário todo um cuidadoso trabalho de deslocamento dos objetos das áreas que sofrerão intervenções para áreas seguras onde sua salvaguarda estará garantida”, informou.

As melhorias serão acompanhadas pela Coordenadoria de Patrimônio Cultural e Memória (Copam), com ações intensificadas na coberta, e nas instalações elétricas e hidrossanitárias. O custo das atividades de reparos deve girar em torno de R$ 410 mil.

Ainda segundo a pasta, a obra tem caráter preventivo e visa melhorar a estrutura e a segurança do espaço, como forma de assegurar o bem cultural exposto na edificação situada no Centro da Capital. A solução encontrada para destino das obras durante a reforma foi remanejá-las para os ambientes onde os serviços não estarão sendo realizados.

Resgatando acontecimentos no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e o do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, Carla Vieira declarou que os incêndios de 2015 e 2018, respectivamente, serviram como alerta. “O acontecimento do Museu Nacional alertou a todos e todas para uma maior atenção aos cuidados preventivos necessários para as instituições de preservação e difusão da memória e história do nosso Estado”, completou.

No fim de 2017, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já havia emitido um comunicado para a pasta estadual pontuando alguns problemas estruturais que afetavam o museu. O diagnóstico do Iphan resultou em uma manutenção prévia, com proporções menores do que a obra que deve iniciar no próximo mês.

A diretoria do equipamento informa ainda que o Museu do Ceará seguirá em funcionamento administrativo durante as obras, com atendimento de pesquisa ao acervo e setor administrativo funcionando em horário comercial. (Do O Povo)

Com chuvas abaixo da média, Bacia do Banabuiú está com pouco mais de 9% de capacidade


A região hidrográfica da Bacia do Banabuiú é, atualmente, a segunda com menor capacidade hídrica no Estado, estando com 9,21% de sua capacidade total, ficando atrás, apenas, da Bacia do Médio Jaguaribe (5,36%). A informação é do Portal Hidrológico da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh).

Conforme a Companhia, a Bacia do Banabuiú é composta por 11 municípios, sendo 10 do Sertão Central (Banabuiú, Pedra Branca, Quixadá, Quixeramobim, Milhã, Senador Pompeu, Boa Viagem, Piquet Carneiro, Mombaça e Madalena) e um da região do Baixo Jaguaribe (Morada Nova), possuindo, ao todo, 19 reservatórios, dentre eles, o terceiro maior do Estado: O Açude Banabuiú.

Justamente a questão da capacidade hídrica tem preocupado os moradores das 11 cidades, principalmente pelo fato de que, em março e abril deste ano, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), choveu menos que o esperado para os dois meses na região.

Em março, a média histórica da região é de 164.7 milímetros. Contudo, no período, choveu 128.2 mm, causando um desvio negativo de 22.1%. O caso volta a se repetir neste mês de abril: Enquanto o esperado para o mês são 174 mm, até este dia 18, choveu apenas 74.2 mm, ou seja, um volume inferior em 57.4%.

Com isso, a situação dos principais açudes da bacia é preocupante. Confira:
Açude Cedro (Quixadá) – 1,57%
Açude Fogareiro (Quixeramobim) – 3,05%
Açude São José II (Piquet Carneiro) – 2,02%
Açude Pirabibu (Quixeramobim) – 2,44%
Açude Banabuiú (Banabuiú) – 7,53%
Barragem de Quixeramobim (Quixeramobim) – 19,87%
Açude Pedras Brancas (Quixadá) – 13,45%
Açude Patu (Senador Pompeu) – 12,46%
Açude Cipoada (Morada Nova) – 10,2%

Mesmo que alguns reservatórios estejam com sua capacidade acima de 10%, a situação é de alerta, visto que os volumes estão diminuindo a cada dia, como é o caso da Barragem de Quixeramobim, onde está sendo realizado um revezamento temporário nas redes de abastecimento da cidade em consequência do nível do reservatório.

Apesar disso, as chuvas de janeiro e fevereiro, que ficaram acima da média histórica (60,1% e 62%, respectivamente) trouxeram alívio para outros reservatórios, como é o caso do Açude São Jose I, em Boa Viagem, que veio a sangrar e continua com 100% de sua capacidade. O açude Umari, em Madalena, também encontra-se confortável, com 45,75% de sua capacidade, bem como os reservatórios Poço do Barro e Curral Velho, em Morada Nova, com 27,11% e 66,76%, respectivamente.

A previsão de precipitações para os próximos dias, de acordo com a Funceme, só beneficiará a região da Bacia do Banabuiú a partir do próximo sábado, 20, quando o clima terá nebulosidade variável com eventos de chuva em todas as regiões cearenses.

Do Repórter Ceará

terça-feira, 9 de abril de 2019

Banabuiú: Terceiro maior açude do Ceará recebe água de afluentes e volume sobe quase 1%


O açude Arrojado Lisboa, o terceiro maior do Ceará, começou a receber aporte hídrico após afluentes desaguarem no rio Banabuiú.

Conforme o Portal Hidrológico da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), o volume atual é de 116 milhões/m³ (7,25 %). No dia primeiro de abril o volume era 100,8 milhões/m³ (6,30%) portando, o aporte de abril é de 15,2 milhões/m³.

Desde a última vez que alcançou situação crítica, no período de 1997 a 2001, o Arrojado Lisboa veio a sangra em 2004. Em 2015, o reservatório, novamente, estava na mesma condição, com 1,21% de sua capacidade.

Do Repórter Ceará com informações do Diário Sertão Central

Dnit remove 151 lombadas e radares eletrônicos nas estradas federais no Ceará

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No Ceará, 151 radares e lombadas eletrônicas que estavam sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) estão sendo removidos das rodovias federais. A superintendente regional do Dnit, Líris Silveira, explica que a retirada acontece, no país todo, devido ao encerramento do contrato, que ocorreu no fim de 2018.

Entre domingo e esta segunda-feira (7 e 8), funcionários do órgão estadual foram vistos removendo os equipamentos, seguindo uma determinação federal. “Em função de determinação presidencial, a instalação de novos sensores foi suspensa até a revisão e a atualização de critérios pelo Ministério da Infraestrutura, que serão baseados em estudos técnicos que já estão em andamento”, explicou o Ministério da Infraestrutura por meio de uma nota.

A remoção desses equipamentos deveria ter começado em janeiro de 2019, após o encerramento do último contrato (que já estava em caráter “emergencial”, passados os cinco anos contemplados com a licitação). Líris explica que os fotossensores removidos são equipamentos que não estão funcionando "porque eles “não podem confundir o usuário que está na via".

A instalação dos equipamentos que irão substituir os desativados ainda não tem prazo para acontecer porque a decisão é, exclusivamente, tomada em Brasília, e depois encaminhada aos estados.
Por nota, o Ministério da Infraestrutura revelou que foi determinada "uma análise rigorosa no plano de radares instalados nas rodovias. Será considerada como prioritária a redução do uso do equipamento onde estes não são essenciais à segurança viária, com a possibilidade de utilização de outros mecanismos de segurança". (Do G1-CE)