sábado, 6 de dezembro de 2014

Brasileiros esperam mais para fechar férias


1O brasileiro demorou mais para fechar as tão aguardadas férias de fim de ano em 2014. Diante de um cenário de instabilidade econômica e da recente disparada do dólar, muitos brasileiros adiaram o fechamento dos pacotes em busca de opções mais baratas ou facilitadas. Com promoções das agências e novas opções de destinos, o mercado, porém, deve se manter aquecido.
Nessa época do ano, normalmente, quase todos os pacotes de viagem já estariam fechados. Neste ano, no entanto, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), foram vendidos apenas 70% dos pacotes disponíveis para o período. De acordo com a Decolar.Com, em 2013, os brasileiros compraram sua viagem de férias de verão com uma antecipação média de 60 dias. Em 2014, a média caiu para 41 dias.
“Foi um ano instável. Tivemos um primeiro semestre bastante razoável, mas a Copa do Mundo atrapalhou muito e as eleições deram uma segurada, além do próprio cenário econômico”, diz Antonio Azevedo, presidente da Abav Nacional. “Com isso tudo, houve um atraso, um delay nas reservas”, completa.
Câmbio
Uma das preocupações de quem se prepara para fazer as malas foi o câmbio. Neste ano, o dólar comercial já subiu quase 9%, batendo R$ 2,60 no mês passado -o maior nível desde abril de 2005. Para Sylvio Ferraz, diretor executivo da TAM Viagens, a escalada não desestimula os que já fecharam os pacotes, que podem reduzir a quantidade de compras, por exemplo. “Já em relação a quem compra hoje, acredito que as pessoas estão esperando para ver onde o dólar vai”, diz. “A flutuação do câmbio retarda a decisão de compra”, complementa.
Promoções
Para Valter Patriani, vice-presidente de vendas, produtos e marketing da CVC, o câmbio não influencia tanto na decisão, sobretudo por causa das promoções da operadora, como câmbio fixo e facilidades de pagamento. “Alta de 10% (do dólar) não é agradável, mas também não é suficiente para que uma pessoa mude os seus planos. Não estraga sonho”, afirma. Outro ponto, diz , é que o aumento de preços não é inteiramente repassado ao consumidor.
Diário do Nordeste

Nenhum comentário:

Postar um comentário