terça-feira, 6 de março de 2018

Serviços dos Correios 8% mais caros a partir de hoje


O reajuste dos Correios para serviços de encomendas será de 8% entre capitais e nos âmbitos local e estadual. A informação foi divulgada ontem pelo órgão acerca das novas regras de postagem que passam a vigorar hoje.

“Trata-se de uma revisão anual, a exemplo do previsto em contrato. A definição dos preços é sempre baseada no aumento dos custos relacionados à prestação dos serviços, que considera gastos com transporte, pagamento de pessoal, aluguéis de imóveis, combustível, contratação de recursos para segurança, entre outros”, disse a empresa, em nota ao O Povo.

Ainda rebateu o argumento da campanha realizada pelo site de compras Mercado Livre, que em suas redes sociais havia destacado que o reajuste encareceria em até 51% o preço do frete. “Comparar o preço de frete praticado no Brasil com os países vizinhos, como faz a nota, é tendencioso e pode levar o consumidor a acreditar em uma falsa premissa. O maior dos países citados – a Argentina – tem cerca de um terço da extensão territorial do Brasil e 40% de toda a sua população concentrada na região metropolitana de Buenos Aires”, esclareceu os Correios.

Ressalta que os desafios logísticos são pertinentes para o aumento. “Os desafios de transporte em um país com dimensões continentais são muito maiores e os custos para manter a presença dos Correios em todo o território nacional são altíssimos”, complementou a estatal.

A companhia apontou que mantém uma estratégia de precificação que segue a lógica do mercado. “Essa revisão mantém os Correios competitivos em seus preços praticados no Brasil inteiro, garantindo sua presença em todo o território nacional”.

O assessor jurídico do Decon, Ismael Braz, adianta que todo aumento tem que ter uma justificativa plausível, de forma clara e adequada como estabelece o Código de Defesa do Consumidor. Ele diz que é prática abusiva elevar sem justa causa o preço de produto ou serviço. “Qualquer empresa pública ou privada que tenha concessão para prestar um serviço deve esclarecer porque se deu o aumento”, comenta. (Do O Povo Online)

segunda-feira, 5 de março de 2018

Quixeramobim e Quixadá sediarão I Festival de Fotografia do Sertão Central


Entre os dias 13 e 17 de março de 2018, os municípios de Quixadá e Quixeramobim, no Ceará, sediarão o I Festival de Fotografia do Sertão Central, o QXAS. Ao deslocar o eixo do litoral para o sertão, o Festival reafirma a força deste território em termos artísticos, sociais, políticos e poéticos, atraindo fotógrafos de todo o país e dando visibilidade à produção local. Além de exposições fotográficas, o Festival terá workshops, palestras, leituras de portfólio, lançamentos de livro e oficinas em escolas públicas. Serão dias de intensa imersão fotográfica. O QXAS é uma realização do Instituto da Fotografia (Ifoto) e do Fórum Cearense da Fotografia.

Nesta primeira edição, o QXAS tem como tema “O sertão de Antônio Conselheiro”, beato nascido em Quixeramobim, responsável por liderar uma guerrilha nordestina que tensionou as oligarquias e os coronéis dos sertões. A abertura do evento acontece em 13 de março, dia em que se celebra o nascimento do cearense que foi líder do movimento popular massacrado na Guerra de Canudos, há 120 anos.

Entre os convidados confirmados – que ministrarão cursos e palestras – estão Evandro Teixeira, um dos maiores fotojornalistas brasileiros; a paraense Elza Lima, fotógrafa que documenta diferentes manifestações culturais; Guy Veloso, com expressiva obra no campo das festas religiosas; Ângela Berlinde, artista e curadora que foi diretora dos Encontro da Imagem em Braga, Portugal. Também estarão presentes na programação o Descoletivo, formado por Marília Oliveira e Régis Amora; o fotógrafo e pesquisador Silas de Paula; Tiago Santana, fotógrafo e editor da Tempo d’Imagem; Júlio Santos, um grande mestre da Fotopintura; Fernando Jorge, fotógrafo e professor da Casa Amarela; Iana Soares, fotógrafa e editora de fotografia do O POVO; Fernanda Meireles e Emi Teixeira, que farão oficinas de fotozines; o fotógrafo Paulo Gutemberg, que lançará livro; e os fotógrafos Celso Oliveira e Gentil Barreira, responsáveis por construir uma obra que tem forte imersão sertão.

Entre as exposições confirmadas estão: “Sertão Imaginário”, montada a partir de convocatória do Festival; “Cocosi”, de Fernando Jorge e Rubens Venâncio; “Caminho das Abelhas”, exposição sobre a desertificação em Irauçuba, dos fotógrafos Vanessa Andion, Sérgio Carvalho, Markos Montenegro, Iana Soares, Paulo Gutemberg e Silas de Paula; exposição em homenagem ao fotógrafo Paulo Harding; “Os Sertões de José Celso”, com fotografias realizadas durante a passagem do Teatro Oficina por Quixeramobim. A exposição do coletivo de Mulheres da Imagem do Ceará, realizada durante o último Encontros de de Agosto, também vai ao Sertão.

Em Quixeramobim, as atividades acontecem no Memorial Antônio Conselheiro, na Casa do Conselheiro, no Sesc Ler, no Liceu e em escolas municipais. Acontecerão também projeções fotográficas na Ponte Metálica, em Quixeramobim. Em Quixadá, o evento ocorre na Casa de Saberes Cego Aderaldo.

Serviço
QXAS – I Festival de Fotografia do Sertão Central
Quando: de 13 a 17 de março de 2018
Onde: Quixadá e Quixeramobim, no Sertão Central

(Do Repórter Ceará – Foto: Beto Skeff)

Cirurgia inédita no Ceará reimplanta quatro dedos de metalúrgico


Foto: Mateus Dantas
A casa do metalúrgico e da costureira, na comunidade Jabuti (entre Fortaleza e Eusébio, Região Metropolitana), ainda está por terminar. Francisco Nogueira Maia Júnior, 37 anos, olha as paredes de tijolo comum com vontade de voltar a trabalhar na construção civil. Escorada em um canto desse olhar saudoso, Antônia Magna Barros Correia, 36 anos, preenche a esperança do companheiro com afirmações de que vai dar tudo certo, se Deus quiser, o pior já passou.

O pior foi no dia 23 de janeiro deste ano, por volta das sete e meia da manhã. Júnior, como é conhecido, iniciava o expediente na máquina de dobrar ferro e, “na primeira peça”, ele conta, “a mão ficou presa entre a máquina e a peça”. Sentiu mais raiva, “pelo descuido”, que dor. O tempo se embaralhou em susto, sonho, pesadelo: “Aquele segundozinho foi o susto. Depois, mais um segundo, um sonho, um pesadelo. Quando olhei ao redor, estavam meus colegas de trabalho. Não, não foi um sonho. Aí, olhei pra mão”. Restava o polegar; os outros quatro dedos da mão esquerda ficaram na máquina, com parte da luva e do pó de ferro.

Levado pelo técnico de segurança do trabalho da empresa, Júnior recebeu os primeiros socorros no Instituto Doutor José Frota (IJF), hospital público que atende a casos de alta complexidade. “Estava chovendo, trânsito fechado. Não lembro a hora que chegamos. Foi de oito e meia pra nove horas”, atravessava o tempo; a mão enfaixada com gaze e os dedos, na luva, transportados em um saco com água e gelo.

A triagem foi rápida, feito a vida que “passava na mente”. Depois, o assombro da moça do raio-X quando desenrolou a gaze. O pensamento do que não poderia mais fazer. A sala de curativos e gente de todo jeito. “Entrei, e o cara (médico) disse: ‘É uma pequena cirurgia’”, reproduz Júnior. Só pontear para fechar a lesão e ir para casa, o médico teria simplificado. O técnico de segurança lhe mostrou os dedos amputados, reconstitui Júnior, mas o médico teria reafirmado: “Não, pode jogar fora, no lixo”.

O técnico colocou o saco com os dedos do metalúrgico no lixo de curativos velhos. Mas foi cuidadoso, observou Júnior, “com jeitinho, pra não derramar a água”, e saiu para telefonar. Enquanto esperava a vez de costurar a mão desfigurada, Júnior se acocorou sem dor, palavra ou pensamento. Sempre carregou, nos ombros, a conformação de uma vida sem recursos. O que lhe dissessem era remédio. “Nesse momento, parece que tem uma anestesia que a pessoa não chega a pensar em nada, quer é se livrar daquilo”, dilui o sentimento.

Mas a história não tem o final comum na sala de curativos do IJF. Quando o técnico de segurança do trabalho voltou, trouxe a pergunta de tentarem o reimplante em outro lugar. A empresa pagaria. Custaria de R$ 50 mil a R$ 100 mil, só existia um médico antigo que fazia, doutor Salustiano, não se sabe dele, contrapôs o plantonista. Assinaram o termo de saída, retiraram os dedos do lixo e começaram uma busca na internet, pelo celular. Era também o começo da tarde.

Contra o tempo, chegaram à equipe dos cirurgiões de mão João Mamede e Valberto Porto e do cirurgião plástico Breno Pessoa – filho do cirurgião plástico Salustiano Pessoa, um dos primeiros a fazer reimplantes, no Ceará, na década de 1980. Uma nova avaliação da mão e dos dedos devolveu a esperança a Júnior, restaura Magna: “O médico olhou e disse: ‘Vou tentar tudo. Já vi situações piores e consegui’”.

O reimplante múltiplo foi realizado no Hospital São Carlos em cerca de 15 horas, do meio da tarde ao amanhecer seguinte. Foi pago pela empresa, informa o metalúrgico: R$ 10 mil, por dedo, mais, pelo menos, R$ 16 mil (custos hospitalares para cada oito horas de cirurgia).

Júnior ficou nove dias internado e, na semana desta entrevista, esperava a liberação para a fisioterapia. Cirurgias menores são previstas e a recuperação deve se prolongar por até um ano. Os médicos avaliam o reimplante múltiplo bem-sucedido e o destacam como o primeiro do tipo no Estado. O paciente poderá voltar ao mercado de trabalho, salvam.

O metalúrgico considera que não terá a força de antes na mão esquerda. A rotina – dele mesmo fazer o café, botar o lixo fora, preparar o churrasquinho para ter uma renda extra – também mudou. Talvez ele próprio não possa terminar a casa, como era de gosto. Mas, ao recuperarem os dedos do lixo e as possibilidades da mão, também salvaram, para Júnior, outras chances, pensamentos e sentimentos. “Nunca tive tempo de estudar, depois que constituí família. Agora, tô vendo isso”, ele inclui nos dias seguintes. (Do O Povo)

sábado, 3 de março de 2018

Moradora denuncia péssimas condições de estradas e ônibus escolar na zona rural de Milhã



Nayanne Pedrosa, moradora do município de Milhã, no Sertão Central, utilizou seu perfil no Facebook para denunciar as péssimas condições que se encontra um dos ônibus escolares, que presta serviço ao município.

“Olha só a situação dos ônibus que carregam alunos na cidade de Milhã. Que vergonha! Nesse ônibus vai crianças de 1, 3 e 4 anos. Nós mães ficamos preocupadas com essa situação. Nossos filhos sem segurança. Cadê o prefeito (Darlan Dantas) dessa cidade que não manda arrumar esses ônibus?”, questionou ela.

No vídeo é possível observar os bancos deteriorados, alguns deles sem o encosto e acolchoado. A mãe ainda denunciou as péssimas condições das estradas do município: “Ainda tem as estradas que são muito ruins. Só Deus para guardar nossos filhos”.

Postado por: Jornalismo - Sistema Maior de Comunicação

Mototaxistas promovem manifestação em Quixeramobim


Na manhã desta sexta-feira, 02, os mototaxistas de Quixeramobim realizaram uma manifestação pelas principais ruas do município.

Uma regulamentação da categoria está em curso na cidade e devido a isso, os manifestantes reivindicavam que os profissionais que ainda não estão dentro deste processo, não sejam impedidos de trabalhar. Além disso, os mesmos cobraram melhorias nas condições de trabalho.

Em entrevista a nossa equipe de reportagem, um dos representantes da categoria afirmou que os mesmos não são contra a regulamentação: “O que queremos é que não impeçam de trabalhar os que ainda não estão de capacete amarelo, com documentação e motos em condições adequadas”.

Uma comissão dos manifestantes participou de uma reunião com o prefeito Clébio Pavone e a presidente da Autarquia Municipal de Trânsito de Quixeramobim, Arlene Farias, e uma nova reunião foi marcada para a próxima semana com a presença de representantes do Ministério Público. (Do Repórter Ceará)