domingo, 27 de abril de 2014

Acidentes deixam três mortos nos municípios de Solonópole e Acaraú


Sete acidentes deixaram três pessoas mortas nas estradas do interior do Ceará. Em Solonópole, no Sertão Central cearense, dois motociclistas morreram.
Na BR-226, o pecuarista Manoel Arcelino Neto, 66 anos, pilotava uma moto quando foi colhido faltamente por um caminhão Mercedes de placas NUR-0562, pertencente a “Loja Moveletro”.
Na CE-138, Sentido Solonópole ao distrito de Nova Floresta, Luis Norisman Pinheiro, 37, estava em uma motocicleta quando se chocou com o meio fio, vindo a óbito no local.
Em Canindé, aconteceu um acidente na CE-257, Francisco das Chagas Mesquita Sousa, 36, sofreu uma queda de sua motocicleta, em seguida foi conduzido para o Hospital Regional São Francisco.

Flagrante em áudio: Paciente morre no Hospital Eudásio Barroso enquanto estava sem médico

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Hospital_Eudasio_consultorio
No Hospital também não tinha traumatologista e em virtude disso, três pacientes tiveram que ser transferidos para o Hospital Dr. Pontes Neto, em Quixeramobim.
Uma gravação realizada pela equipe do portal Revista Central na tarde deste domingo, 27, comprova a grave situação da saúde de Quixadá, no Sertão Central cearense. Uma assistente Social liga desesperada para a Secretária de Saúde, Selene Bandeira e, diz que aconteceu um óbito, mas no momento o Hospital Dr. Eudásio Barroso estava sem médico plantonista.
“Selene nós nos aperreamos agora por conta que teve um óbito lá na enfermaria 3  e nós estamos sem médico, o doutor Assis não pode vim e o doutor Marciano só vai estar aqui a noite”, disse a Assistente Social Helena Figueiredo, em uma ligação para a Secretária de Saúde de Quixadá.
Sem saber que estava sendo gravado, a assistente social continua a conversa com a secretária de saúde e afirma que o diretor clinico Marciano havia orientado que o médico Silveira Neto, que estava atendendo na Unidade de Pronto Atendimento – UPA 24 horas, ir ao Eudásio Barroso “fazer a declaração de óbito e depois voltar”.
Na verdade, o médico Silveira Neto era o escalado para atender durante este domingo, 27, no Hospital, mas teve que ir tirar o plantão de outro médico que faltou na UPA e lá estava lotado de pacientes, deixando o Eudásio Barroso sem médico, mesmo com pacientes internados.
A assistente continua o diálogo: “ele [médico Silveira Neto] disse que não vinha porque estava cheio a UPA, ai nós nos aperreamos porque a família estar aqui, o vereador Iranildo Bacuri tá aqui”, fala a profissional.
“A gente queria uma força para o médico vim de lá [UPA] pra fazer essa declaração”. Em seguida nossa equipe foi a UPA e constatou que o médico tinha saído para registrar a morte no hospital, retornando quase duas horas depois. 
Sem traumatologista
No Hospital também não tinha traumatologista e em virtude disso, três pacientes tiveram que ser transferidos para o Hospital Dr. Pontes neto, em Quixeramobim.
Confira o áudio em destaque  ( Voz 007_001.m4a). O portal REVISTA CENTRAL 

Criança de cinco anos é abusada sexualmente na cidade de Quixeramobim

Uma criança de apenas cinco anos de idade denunciou aos seus pais que foi abusada sexualmente por um elemento, na cidade de Quixeramobim, no Sertão Central cearense. O crime deixou moradores do bairro Sabonete revoltados com a situação e pedem que seja feita Justiça.
O Conselho Tutelar e a Polícia Militar chegaram a conduzir um jovem de 20 anos acusado da pratica libidinosa à Delegacia Regional de Polícia Civil de Quixadá, mas foi liberado em virtude da falta de provas concretas.De acordo com a Delegada plantonista, Ana Cláudia, a crianças foi ouvida e chegou a dizer o nome do acusado, mas na rua onde a vítima mora tem três pessoas com o mesmo nome.
O Instituto Médico Legal de Quixeramobim realizou exames e foi constatada a violência sexual.
Serviços:
9º Batalhão da Polícia Militar de Quixadá
Rua Tenente Cravo - Campo Velho
Telefone: (88) 3445-1042 / 190

Delegacia de Polícia Civil de Quixeramobim
Rua Dr. Miguel Pinto, 100
Contato: (88) 3441-0302






Veículo é furtado em frente a Delegacia Geral no Ceará ?


Vários carros apreendidos estão estacionados na rua do Rosário, entre a Praça dos Voluntários e o prédio da Delegacia Geral da Polícia Civil. (Foto: Kiko Silva)
Passava das 22h e as últimas lojas do Centro da cidade de Fortaleza fechavam suas portas. Duas mulheres, uma loira e uma de cabelo escuro, estavam, sozinhas, na Praça dos Voluntários, em frente ao prédio da Delegacia Geral da Polícia Civil. Uma delas, usando uma chave, destravou e saiu guiando um carro, estacionado também em frente à Delegacia.
O carro, entretanto, havia sido apreendido no último dia 14. A mulher de cabelo escuro, sem levantar suspeitas, furtou o veículo e saiu como se nada tivesse acontecido. Até o momento, ela continua foragida e o carro ainda não foi recuperado.
A ação audaciosa evidencia problemas no entorno do prédio, que deveria remeter a um sentimento de segurança. Há relatos, inclusive, de comerciantes que já foram assaltados “com arma na cabeça” na praça.
Nome falso
O carro, um Focus preto, de placas NQO-1112, foi apreendido por ter sido financiado de maneira fraudulenta, segundo relatou o titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), Jaime Paula Pessoa. “O homem adquiriu o veículo utilizando um nome falso. Quando a equipe foi abordá-lo, simplesmente abandonou o veículo e saiu correndo. O carro foi apreendido, e o homem fugiu”, explicou o delegado. Ao ser apreendido pela Polícia, o Focus ficou estacionado em frente à Praça dos Voluntários, juntamente com outros veículos em situação semelhante.
A DDF investiga o caso e já sabe que o dono do veículo, acusado de estelionato, está por trás do furto. “Sabemos que essa mulher (de cabelo escuro) é casada com o dono do carro. Porém, ele usou um novo nome falso para a documentação do matrimônio. Ele é casado, no nome dele de verdade, com outra pessoa. Estamos identificando e vamos pedir a prisão preventiva dos três”, assegurou o delegado.
Uma mulher suspeita foi intimada à Delegacia de Defraudações na manhã da última sexta-feira (25). Entretanto, não foi reconhecida e, acabou liberada.
Comerciantes
Em meio a um turbilhão de comerciantes ávidos e produtos expostos para atrair a atenção dos populares, a Delegacia Geral da Polícia Civil encontra-se rodeada por estabelecimentos dos mais diversos tipos. Lanchonete, banca de revista, vestuário.
Os ramos de negócios são diferentes, mas a reclamação é a mesma: a Praça dos Voluntários, embora situada em frente para ao prédio da Polícia, está abandonada. “Só o prédio em si não representa nada. Ninguém respeita. Eu já fui assaltada durante o dia, com arma na cabeça. Minha loja já foi arrombada. À noite, aqui fica entregue às baratas. A Praça está abandonada. A única reforma que vi aqui foi quando pintaram as cores da gestão antiga para as cores da nova”, afirmou a comerciante Fátima Luz, 50.
Fátima reitera que não percebe apoio policial em termos de cuidados ou atenção ao espaço público. “Polícia, aqui, não existe. Alguns até passam de bicicleta mas se estivermos sendo assaltados, nem dá tempo de chamar”, desabafou a comerciante, que confessa estar desesperançosa em uma resolução para o problema. “O comerciante é quem tem que se virar”, disse, lembrando que, para manter a segurança, paga, juntamente a outros comerciantes, um vigia para ficar dando voltas na Praça, pelo menos, à noite.
Quem também critica a maneira como a Praça é vista pelo poder público é a comerciante Márcia Freitas, de 40 anos. Ela revela enxergar problemas além dos assaltos. “É um absurdo essa praça. Aqui você vê briga de vez em quando (ver matéria coordenada). Já vi delegado ter de descer para separar pessoas alcoolizadas que brigavam aí em frente. Aqui não tem segurança. Da Polícia, vemos apenas os carros parados”, dispara.
Praça é palco de cenas de violência
Em fevereiro deste ano, a reportagem do Diário do Nordeste flagrou uma briga de ´flanelinhas´ em plena Praça dos Voluntários, em frente ao prédio da Polícia Civil. A briga só acabou quando eles foram detidos por inspetores, depois que um delegado presenciou a cena.
A cena não é inédita no local. Outros casos de agressões foram relatados pelos populares.
A Secretaria Regional do Centro, por meio de nota, informou que “no mês de janeiro deste ano foi concluída a manutenção da Praça”. Segundo a pasta, “no local, foram realizadas intervenções de tapa buracos, recuperação de bancos e pintura de meio-fio”. Já sobre a existência de pessoas em situação de rua e usuários de drogas ocupando o local, a coordenadora adjunta da Coordenadoria Especial de Políticas sobre Drogas de Fortaleza, Evelyne Bastos, afirmou que há uma equipe do órgão abordando as pessoas vistas na Praça, principalmente, à noite.
“Identificamos seis homens que estavam lá, que relataram usar drogas desde a infância. Quatro foram encaminhados para equipamentos que possam ajudá-los. Continuamos fazendo a sensibilização. Não podemos simplesmente tirá-los à força”, disse.
De acordo com o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (Centro), coronel Francisco Souto, a Praça dos Voluntários recebe atenção de militares do Ronda do Quarteirão. Contudo, afirma que um policiamento específico para o equipamento público “não faz sentido”.
Fonte: Diário do Nordeste

Maioria dos reservatórios no Estado está com volume abaixo de 30%


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Nos três primeiros meses da quadra invernosa deste ano, as chuvas permanecem abaixo da média histórica e com precipitações localizadas. Resultado: praticamente não houve recarga dos principais reservatórios que asseguram abastecimento de água das cidades do Interior do Estado. A situação é crítica e tende a se agravar no decorrer do segundo semestre com o fim do período invernoso e maior consumo de água, além de perda por evaporação.
Atualmente, o nível dos reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) é de 32,3%, apenas um por cento a mais do que o registrado no início deste ano. O quadro poderá ser agravar ainda mais tendo em vista que há fortes possibilidades de ocorrência do fenômeno El Niño a partir do segundo semestre, estendendo-se até a quadra invernosa de 2015, provocando um novo período de estiagem no sertão do Ceará.
De acordo com dados da Cogerh, no fim da estação chuvosa passada, em 2013, o volume médio acumulado no Ceará era de 42,47% e no início deste ano caiu para 31,25%. Se compararmos a situação atual com o início deste ano, houve apenas uma recarga de um por cento.
Dos 144 açudes monitorados pelo órgão, atualmente, 98 açudes estão com volume inferior a 30% e apenas três reservatórios acumulam volume superior a 90%: Curral Velho, Gavião, na Região Metropolitana da Capital, e Batalhão, em Crateús. O primeiro e último são barragens pequenas. Em março passado, havia 106 açudes com cota menor do que 30%. Também não há nenhum açude transbordando no Estado.
A situação mais crítica das bacias hidrográficas continua sendo na região dos Sertões de Crateús, que acumula um volume médio de 3,56%, seguido do Curu com 5,5% e Baixo Jaguaribe com 9,5%. O quadro mais confortável é no Alto Jaguaribe, que está com volume médio de 52,38%, seguido da Ibiapaba com 42,45% e da Bacia do Salgado 38,87%.
O histórico da quadra invernosa demonstra que o mês que registra maior volume de chuva é março, que neste ano ficou 23% abaixo da média para o período. Em abril, até ontem, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) registrava um desvio negativo de 36,8%. Para o próximo mês de maio a tendência é de se manter a pluviometria abaixo da média.
Nos últimos cinco dias houve uma redução de chuvas no Estado. Ontem, por exemplo, choveu em apenas seis municípios e o maior registro foi em Trairi (22mm), seguido de Meruoca (14mm) e Araripe (13mm). De acordo com a meteorologista da Funceme, Cláudia Rickes, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema causador de chuva no Ceará, afastou-se mais para a região Norte, oscilando para os Estados do Maranhão e Pará. Entretanto, há tendência de aproximação. “Temos possibilidades de retorno das chuvas neste domingo e segunda-feira”, disse ela.
O diretor de Operações da Cogerh, Ricardo Adeodato, disse que a situação é grave, pois o Estado enfrenta três anos seguidos de seca, mas ressaltou as ações implantadas pelo governo. “Usamos a inteligência, o esforço e fazemos o monitoramento semanal para que não falte água em nenhum município”, frisou. “No segundo semestre, vamos dar prioridade para o uso da água para o consumo humano”.
Comitês
Ricardo Adeodato explicou que a utilização da água a partir de julho próximo será amplamente discutida com os usuários e os comitês de bacias hidrográficas. “A população deve ter consciência do quadro atual e precisa economizar água, mas infelizmente muitos desperdiçam até nas cidades que enfrentam dificuldades de abastecimento”.
As bacias hidrográficas da Região Metropolitana e do Vale do Jaguaribe estão em situação confortável. Os dois maiores açudes do Ceará, o Castanhão acumula 2,6 bilhões de metros cúbicos (39,7%) e o Orós está com 1,2 bilhão de metros cúbicos (60%). Por meio do Eixão das Águas e do Canal do Trabalhador há fornecimento de água para atender a demanda diária da Região Metropolitana. “Essa situação, entretanto, não é homogênea e temos regiões que enfrentam quadro crítico”, disse Adeodato. “Para cada município, temos uma solução adequada, perfuração de poços, carro-pipa para as áreas isoladas de população difusa e transferência de água por meio de adutoras para os centros populosos”.
Na região do Sertão Central, os açudes atingem nível crítico histórico. Os dois maiores reservatórios públicos, o Arrojado Lisboa, em Banabuiú, e o Antônio Ferreira Antero, mais conhecido como Fogareiro, em Quixeramobim, estão com o menor nível de água registrado desde a construção, conforme dados da Cogerh.
Houve redução da pesca em pelo menos 40%. O odor da água também começa a ser sentido. O problema é a falta de chuvas nos leitos dos rios, com registros abaixo da média histórica. Os moradores do entorno do Açude Fogareiro, em Quixeramobim, observam assustados o baixo nível do reservatório e o quadro atual aponta para a necessidade do município começar a economizar água. O agricultor Edmundo de Freitas mora próximo à barragem. “Nunca tinha visto esse açude desse jeito. Pensava que isso nunca ia acontecer”, comentou.
Fonte: Diário do Nordeste