quarta-feira, 2 de março de 2016

Consumidor passou 12,27 horas sem energia


Cada consumidor atendido pela Coelce passou, em média, 12,27 horas sem fornecimento de energia em 2015. Foi um período 31,79% maior ante 2014, quando o número chegou a 9,31 horas. Os dados são da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce) e referem-se à Duração Equivalente por Consumidor (DEC). No número de interrupções, houve elevação de 45,92%, totalizando 6,8 vezes no ano, ante 4,66 em 2014. Este dado é calculado pela Frequência Equivalente por Consumidor (FEC).

O atual registro do DEC é o segundo maior desde 2005, quando o resultado era de 12,45 horas. Depois daquele ano, o DEC diminuiu até 2010, quando registrou 7,54 horas, o menor valor desde 2002. Ao se comparar os valores de 2015 com os de 2010, observa-se aumento de 62,73%. “O consumidor, a cada ano, tem passado mais tempo sem o fornecimento de energia elétrica”, diz Eugênio Bittencourt, coordenador de Energia Elétrica da Arce. “Em outras palavras, há indicação clara de piora de desempenho da concessionária”. (Do O Povo Online)

Ladrão assalta loja no centro de Quixeramobim

Mais um estabelecimento comercial é alvo de assalto na cidade de Quixeramobim. Desta vez o crime aconteceu em uma loja no centro da cidade, nesta terça-feira, 01, por volta das 18h10min.
Segundo informações da polícia o indivíduo entrou no estabelecimento de capacete rosa, mostrou uma arma que se encontrava na cintura, anunciou o assalto e roubou três Iphone, um aparelho DVD, dois relógios, vários bonés e uma quantia aproximada de R$ 800,00 (oitocentos reais). Imagens de camera de segurança deverão auxiliar a polícia nas investigações. Após o roubo o elemento tomou rumo ignorado. A polícia conta agora com a ajuda da população para que possa realizar denuncias anônimas caso encontre alguém comercializando de forma clandestina estes aparelhos.O site O SERTÃO É NOTÍCIA  

terça-feira, 1 de março de 2016

Chuvas escassas de fevereiro causam perda total do plantio

=A Funceme ampliou de 65% para 70% a chance das chuvas ficarem escassas nos próximos três mesesNo dizer dos produtores rurais, o Ceará enfrenta duas secas neste ano: uma referente à perda do plantio, que já é total, e a outra da escassez de água para o consumo humano e animal. Na verdade, o Estado caminha para o quinto ano seguido de chuvas abaixo da média. A estiagem castiga o sertão, arranca lágrimas de agricultores idosos, deixa a terra árida, as folhas de milho, feijão e capim murchas, mata a lavoura e invade de desespero o coração do sertanejo.

"Está tudo perdido, não há mais o que se fazer", diz o agricultor, Manoel Benigno Uchoa, 75 anos, morador do sítio Croatá, na zona rural deste município, na região Centro-­Sul do Ceará. Nos últimos 40 dias, ele mantém a rotina de caminhar diariamente de casa para o roçado de milho e feijão para fazer o serviço de roço e combater o ataque de lagartas. "Este mês de fevereiro foi ingrato. Não caiu uma gota d'água. Nunca vi uma coisa assim. Antes a seca era só de um ano, dois e a chuva voltava".

Segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o mês de fevereiro termina com o registro de chuva bem abaixo da média ­ 43,2%. Para o período eram esperados 118.6 mm, mas choveu somente 67.4 São dados parciais, pois este ano é bissexto e o mês termina hoje, mas a estatística reflete toda a tendência da escassez de chuva que castigou o sertão cearense no primeiro mês da quadra invernosa (fevereiro a maio).

Para o próximo trimestre, as previsões não são nada animadoras. O fenômeno El Niño permanece influenciando a quadra invernosa no Semiárido, afastando a ocorrência das chuvas. A temperatura superficial das águas do Oceano Atlântico também está desfavorável. "Deveria estar mais aquecida, no Atlântico Sul", observa o meteorologista da Funceme, Raul Fritz.

A análise de vários modelos e dos dados meteorológicos levou a Funceme a ampliar de 65% para 70% a chance das chuvas ficarem escassas nos próximos três meses. "O cenário é desfavorável", disse Fritz. "Infelizmente, estamos caminhando para o quinto período de seca". O El Niño permanece intenso e só deve refluir a partir de maio, mas já não é mais período de chuvas no sertão cearense.

"Podem ocorrer eventos isolados de chuva ou quem sabe outro sistema passar a atuar e trazer precipitações, pois as condicionantes do Atlântico mudam com mais rapidez, mas isso é pouco provável", sentencia Fritz. Afinal, a Funceme não previu a ocorrência de intensas chuvas na segunda quinzena de janeiro passado, mas elas vieram com tudo.

Grãos murcharam 

A área de dois hectares de milho e feijão cultivada no fim de janeiro por Manoel Benigno é um retrato de milhares de roças no sertão cearense. Os grãos murcharam e se perderam. "Está tudo perdido", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iguatu, Evanilson Saraiva. "Em algumas áreas, o feijão ainda se sustenta mais três, quatro dias, mas se não chover logo, não há o que se fazer".

A preocupação a partir de agora não é mais com a lavoura das culturas de subsistência. Depois de cinco anos de safra perdida, os agricultores estão desmotivados, sem esperança e sem coragem de fazer um novo cultivo se houver retomada das precipitações. Tiveram prejuízo no primeiro roçado. "O temor é com a falta de água para os bichos, para a gente mesmo", disse o produtor, André Ferreira, da localidade de Gadelha. A maioria dos pequenos e médios açudes permanece sem água. "Aqui ninguém pensa mais em agricultura, está tudo acabado, é mais barato comprar feijão, arroz e milho do que plantar, a nossa luta é para conseguir água".

ENQUETE

Ainda há chance de salvar a lavoura? 

"Não há mais o que fazer no campo. Plantamos, limpamos o roçado, mas a seca castigou mais uma vez a plantação; as folhas estão murchando, a lagarta atacou e a terra secou. Tudo se perdeu ou está se perdendo"

Luis Ferreira ­ Agricultor 

"O plantio de milho já está todo perdido. Parte do feijão ainda pode ir para frente se chover até quarta­feira. Quem plantou em janeiro perdeu tudo, porque as chuvas não vieram em fevereiro"

Manoel Benigno Uchoa ­ Agricultor 

Mais informações: 

Funceme 

Avenida Rui Barbosa, 1246 Aldeota

Fone: (85) 3101. 1117 

Www.Funceme.Br

(Diário do Nordeste)

AUMENTO DO ICMS PODE FAZER GASOLINA CHEGAR A R$ 4,15


A alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) subiu para dez produtos a partir desta terça-feira, dia 1º, indo de 25% para 28%. Com isso, a gasolina, que está inclusa entre esses itens, deverá aumentar entre R$ 0,08 e R$ 0,10, podendo chegar a R$ 4,15 o litro.

De acordo com Giovani Montezuma, dono de quatro postos de gasolina em Fortaleza, apesar de o valor já ter sido reajustado pelas companhias de combustível, ainda não é possível ter certeza sobre o valor final a ser repassado para o consumidor. Por enquanto, ele conta, o momento é de observar o mercado para saber de quanto será o aumento do litro.

Durante a semana passada, o preço máximo para o litro da gasolina no Ceará foi de R$ 4,049, conforme a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP). O preço médio ao consumidor, por sua vez, foi registrado em R$3,865.

Também estão entre os produtos que tiveram a mesma alteração na alíquota as bebidas alcoólicas, fumo e cigarro, prestação de serviço de telecomunicação e armas de fogo e munição.

Montanhista cearense inicia 3ª tentativa de chegar ao cume do Monte Everest


O montanhista cearense Rosier Alexandre se prepara para nova aventura rumo ao Monte Everest, a montanha mais alta do mundo (8.848m de altitude), na cordilheira do Himalaia, entre Nepal e Tibet. Como parte do treinamento físico para aclimatar o corpo com o ar rarefeito, ele embarca nesta terça-feira (1º) para a montanha Huayna Potosí, na Bolívia, onde permanecerá 20 dias e chegará até 6.088m acima do nível do mar.

A 3ª expedição do ponto final do “Projeto 7 Cumes”, com destino ao Everest, está prevista para abril. Nas visitas anteriores, Rosier Alexandre não conseguiu chegar ao cume, em decorrência de avalanches no local, mas está confiante que, desta vez, irá atingir seu objetivo.

“Já escalei seis das sete montanhas mais altas de todos os continentes. O Everest, sem dúvida, é a subida mais desafiadora, exigindo um excelente planejamento e preparação física. Venho me dedicando a esta conquista há anos, e espero alcançá-la em 2016”, declara o montanhista.

Nos últimos 11 anos, Rosier Alexandre vem buscando chegar ao topo das sete montanhas mais altas do mundo. E realizou seis etapas do projeto: Monte Aconcágua (6.962m, na América do Sul), Monte McKinley (6.194m, na América do Norte), Kilimanjaro (5.895m, na África), Monte Elbrus (5.642m, na Europa), Monte Carstensz (4.884m, na Oceania), Monte Vinson (4.897m, na Antártida). (Fonte: Tribuna do Ceará)